18 de julho de 2013

VALE SAGRADO DOS INCAS - PISAQ

Sempre que viajo pra algum lugar novo, contrato algum tour (de meio dia) pela cidade já para o segundo dia, pois é uma forma de vermos o que a cidade tem pra nos oferecer e se gostarmos mais de algum lugar especifico, podemos voltar lá outro dia.
Em Cuzco não seria diferente. 
Na nossa primeira noite no hotel, eu perguntei na recepção se eles conheciam alguma empresa que faziam um tour específico, um que nos leva a várias ruínas nas redondezas da cidade e, é obvio que eles tinham uma agência pra nos indicar e então pedimos que eles reservassem pra gente.

OBS: Normalmente os hotéis tem parcerias com uma ou duas empresas de turismo, o que facilita a vida do viajante menos independente. Vale lembrar que é comum que essas empresas sejam mais caras que outras que achamos pela cidade, mas as vezes é melhor pagar mais caro do que correr o risco de contratar um serviço picareta só porque é mais barato.

No dia seguinte, estávamos prontas na recepção do hotel, por volta das 7:30, esperando o ônibus que nos pegaria para o passeio e quando entramos no ônibus a pessoa responsável pelo passeio veio até mim e minha mãe e surgiu o seguinte diálogo:

Moça: Vocês cancelaram o passeio?
Eu: Não, por que?
Moça: Vocês precisam cancelar!
Eu: Por que? Nós queremos ir, não queremos cancelar!!
Moça: Mas vocês PRECISAM cancelar
Eu: Não moça, eu não quero cancelar, eu quero fazer o passeio.

Esse diálogo aconteceu todo em espanhol, eu só não sabia que no Peru, CANCELAR = PAGAR.

Detalhe... morei na Espanha, então o espanhol que sei é o de lá, e lá, "cancelar" não é "pagar", por isso a confusão, mas no final deu tudo certo. hehehe

Bom, voltando ao que interessa. 
O passeio era de dia inteiro, iriamos visitar algumas ruínas, umas feirinhas e a noite voltaríamos pra Cuzco.

Durante todo o percurso, o guia vai nos contando a história dos Incas e como aconteceu tudo com os Espanhóis, eu achei MUITO interessante (pelo menos da primeira vez, porque todos os passeios que fazemos, eles contam a mesma história). 
No meio do caminho a gente vai parando em alguns pontos estratégicos como:

No meio da estrada, o guia diz em que direção que está o Brasil


Feirinha de uma associação a caminho de Pisaq (1ª cidade a ser visitada)

Bom, esta feira é legal pra conhecer um pouquinho do artesanato e da cultura local, mas já aviso, todo mundo vai falar que as roupas são de lã de alpaca, mas NÃO são. Lã de alpaca não pinica, e as roupas dai pinicam. Comprei uma blusa pra mim e não consigo usar de jeito nenhum, porque pinica MUITO. 
Então, segure a tentação! 


Na frente da feirinha tem essa família com algumas alpacas e llamas para tirar foto, eles não cobram um valor especifico, mas pedem um dinheiro e você dá o quanto quiser dar.



Depois da feirinha seguimos para Pisaq. 
Pisaq é uma cidade que fica a 33 km de Cuzco e é uma das mais importantes do Vale Sagrado dos Incas, possui ruínas e lugares onde os Incas cultivavam milho e batata. A "engenharia" deles era espetacular.

Para chegarmos as ruínas é necessário pagar, você pode optar por alguns tipos de bilhete que agora não me lembro mais, mas nós optamos pelo bilhete que dá direito a entrar em 16 lugares e que tem validade de 10 dias.

Custa 130 soles por pessoa

Lista dos 16 lugares: Moray, Centro Qosco de Arte Nativo, Monumento Pachacuteq, Museo de Arte Popular, Museo Histórico Regional, Moseo Municipal de Arte Contemporáneo, Museo de Sitio de Qoricancha, Pikillacta, Tipón, Saqsayhuamán, Q'enqo, Pukapukara, Tambomachay, Chinchero, Pisaq e Ollantaytambo.

Vale a pena comprar esse bilhete!

Em Pisaq:

As plantações  

As ruínas 

 A feira de Pisaq

A feira de Pisaq, fica no meio da cidade, nas ruas mesmo, entre as lojas. Tem basssstante coisas, roupas, jóias (??), artesanatos. O difícil é saber o que é prata mesmo e o que é falso, o que é de alpaca mesmo e o que é falso, porque sim, todos eles dizem que é tudo 100% original, mas na verdade raríssimas vezes são.
Só comprei uma camiseta escrito Peru, mas esta tem o algodão muito bom!
Não se iludam quando o guia falar que determinada loja é a ÚNICA que vende prata 950 (95% prata, 05% outros metais), porque eles tem "acordos" com algumas lojas pra poder ganhar uns trocados a mais.

Pisaq, como tudo (ou quase tudo) no Peru, é bem pobre, então é muitooooo comum vermos crianças e mulheres pedindo dinheiro, vendendo coisas ou se oferecendo pra foto em troca de um trocado, no meio da rua. Vi de quase tudo, gente vendendo postais, balas de coca, lápis enfeitados, meninos engraxates, meninas com llamitas (llamas bebes) no colo; tudo pra tentar ganhar a vida. É triste de ver e ficamos querendo ajudar, mas é tanta, tanta gente assim que não temos como ajudar a todos, e pra ser sincera, uma hora cansaaaaaa de tanta gente te pedindo dinheiro.

De resto não tem muito o que fazer na cidade, o tempo do passeio esta de bom tamanho.

Curiosidades:


  1. Pisaq é uma cidade bem alta e à medida que vamos subindo com o ônibus, sentimos nossos ouvidos "estalarem", porque a pressão vai mudando, então, cuidem da saúde de vocês, bebam o chá de coca, não façam muito esforço físico, andem devagar para evitar o "mal de altura". Passar mal no meio de um passeio não é nada bom, ainda mais quando o passeio só acaba a noite e simplesmente não tem como voltar pro hotel antes disso.
  2. Pra quem vai em julho, não se iluda com esse sol das fotos. Funciona assim: quando você sair do hotel vai estar MUITO frio, a tarde vai fazer um calor bem de leve e a noite vai esfriar MUITO. Eu estava com uma blusinha, uma blusa de manga, um casaco pesado e cachecol, a tarde só tirei o casaco e a noite coloquei gorro, luva e o casaco.
  3. Tenho a impressão que os peruanos não conhecem geladeira ou qualquer outra forma de resfriar bebidas, nas estradas ou nas lojinhas de comida, a bebida sempre ta fora da geladeira ou do gelo. Tomei uma coca-cola quenteeeeee. Nada agradável pra quem só gosta de bebida gelada!







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