14 de setembro de 2013

CITY TOUR EM CUZCO

Chegou o dia do City Tour na cidade.
Pedimos pro pessoal da recepção do nosso hotel chamar a mesma empresa que tínhamos feito o passeio pelo Vale Sagrado pois gostamos muito do guia Chema (este é o nome do guia e pronunciasse Tchema). Era um passeio de meio dia e começava depois do almoço onde nos encontraríamos em frente a catedral, na Plaza de Armas.
Aproveitamos a manhã para andar atoa pela cidade e também para irmos a uma agência de turismo comprar a nossa entrada para Macchu Picchu, onde iríamos no dia seguinte.
Quando chegamos em frente a catedral, havia muita gente esperando pelo passeio e alguns guias de uma mesma empresa. A única informação que tínhamos era que esperássemos, ninguém sabia dizer com qual guia seguiríamos; acontece que, como Cuzco recebe turistas do mundo inteiro, os guias esperavam todo mundo chegar pra poder separar em grupos por idiomas, ou seja, grupos no qual toda explicação seria dada em inglês e grupos no qual a explicação era em espanhol, clarooo que eu fiquei em um grupo de espanhol.
Não lembro quanto pagamos neste city tour, mas lembro que as entradas nos lugares são todas a parte do passeio, então leve dinheiro.




O primeiro lugar que entramos foi na catedral. Lá aceita carteirinha de estudante internacional, então eu paguei 12,50 soles e minha mãe pagou 25,00 soles.
O interior é bonito, mas MUITO gelado, algumas salas são muito abafadas, e por isso eu fiquei louca pra sair de lá bem rapidinho.
Um ponto negativo foi o nosso guia, ele falava muito rápido e embolado, e mesmo eu falando espanhol não tava entendendo metade das coisas que ele falava, minha mãe então, não entendeu absolutamente nada; uma certa hora vimos o Chema e eu fui até ele pedir pra trocar de guia, pra ir pro grupo dele e assim fizemos. Nossa, melhorou muito!

Horário de funcionamento da catedral:  de segunda a domingo das 10:00 as 18:00.

Saindo da catedral, descobrimos que a parte do passeio dentro da cidade seria toda a pé, mas tudo bem, foi bem interessante, passamos por vários lugares e o guia ia explicando as construções, a história e tudo mais.



O guia explicou o porque das construções serem uma parte de pedra e a outra parte de tijolo e cimento


A segunda parada foi em Qorikancha (pronuncia: Coricantcha).
A sonsa aqui não reparou que no bilhete que havia comprado no dia anterior, aqueleee que dá direito a entrada em um monte de lugares, tinha Qorikancha, resultado... paguei mais 10,00 soles pra entrar desnecessariamente.
Neste lugar só existem dois tipos de entrada, crianças e adultos, ou seja, não existe meia entrada pra estudante.

Qorikancha é uma construção inca e foi idealizada pelo imperador inca Pachacuti, era um lugar para rituais e oferendas para o Deus Sol e por isso ficou conhecida como Templo do Sol. Mais tarde, os exploradores espanhóis construíram uma igreja sobre o templo, o que no terremoto de 1950 foi destruída, restando apenas as partes da construção inca, que era feita de pedras polidas com encaixes perfeitos.


O interior



Os encaixes das pedras



Pedras encaixadas



Fachada externa na parte de traz

Logo após sairmos de Qorikancha, entramos em um ônibus da excursão e seguimos para Saqsayhuamán (pronúncia: Saquisaiuamãn) que fica a uns 15 minutos dai.

A construição de Saqsayhuamán  teve inicio antes de 1438 e estimasse que durou 50 anos, também foi idealizada por Pachacuti e a intenção era que fosse uma fortaleza para proteger das possíveis invasões. Hoje só é possível ver cerca de 20% do que foi construído, pois os espanhóis destruíram tudo.
É um espaço muito grande e o guia nos contou que este lugar serviu durante muito tempo para as grandes festas da cidade de Cuzco, já que fica somente a 2 km de distância da cidade, inclusive foi ai que o papa se pronunciou em sua ida a Cuzco alguns anos atrás. Mas acontece que, como em todo grande evento, ao final, só restava uma grande quantidade de lixo e para preservar o lugar, pararam de fazer os eventos ai.




O guia esqueceu de nos avisar que lá venta muitooooooo, então deixei meu casaco dentro do ônibus, pior erro da minha viagem a Cuzco, passei tannnnnto frio que eu não conseguia nem tirar foto e esta é a única que eu tenho de lá. Lembrando que eu fui no inverno.

O que me chamou um pouco a atenção foi que no final muita gente tava passando mal, vi várias pessoas vomitando perto dos ônibus, tudo por causa do mal de altura, pois o local está a 3.700 metros acima do nível do mar.

O passeio seguiu para Q'enqo (pronuncia: quenco) e depois fomos para Tambomachay (pronuncia: Tambomacai).



Q'enqo



Caverna onde fica a mesa de sacrifícios


Se eu senti frio em Saqsayhuamán, eu quase morri em Tambomachay... Desci do ônibus com um casaco pesado e ainda tive que enrolar meu cachecol no rosto porque realmente tava MUITO frio.







Pra chegar neste lugar da foto, tem uma caminhada de uns 15 min num caminho de pedrinhas, então, dê preferência para calçados com um solado mais grosso, senão você vai sentir todas as pedrinhas do caminho e já digo que não é nada confortável.. hehehe

Na volta paramos em uma loja  mais chique de roupas feitas com lã de alpaca e com o excelente algodão chileno. Assim que chegamos uma das vendedoras nos explica a diferença entre as lãs de alpaca, de alpaca baby e de bicuña e depois temos tempo livre pras compras. Tem muita coisa bonita, mas é tudo muito caro e neste momento você percebe que todas aquelas roupas das feiras por onde passou não eram de lã de alpaca coisa nenhuma, o toque é completamente diferente, uma delícia.




Voltamos pra Cuzco com o dia já escuro e o guia repetiu todos aqueles cuidados que deveríamos ter com a alimentação.

OBS: quem comprou aquele ticket que dá direito a entrar em um monte de lugares, fique bem atento, porque Qorikancha, Saqsayhuamán, Q'enqo e Tambomachay estão inclusos nele.



No próximo post vou falar do restaurante que escolhemos neste dia.
Até lá!

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