27 de junho de 2014

CHICHÉN ITZÁ

Sabe aqueles passeios que valem a pena por uma única coisa?
Então, é o caso de Chichen Itza, onde pra mim, o único ponto positivo de todo o passeio foi quando chegamos ao destino.
Vou me explicar...

Quando cheguei em Cancun, eu já sabia que queria conhecer uma das maravilhas do mundo, mas não sabia com qual empresa queria fazer esse passeio, afinal, o que mudaria seria o ônibus e o guia, então quando o Hard Rock Hotel nos ofereceu esse passeio, aceitamos.

Então vamos lá...


  • Indo para Chichén Itzá 
O ônibus passou para nos buscar no hotel bem cedo, acho que eram umas 8:00am e seguimos viagem. De acordo com a guia a viagem duraria umas 3horas, pois além das 2 horas para chegar as pirâmides pararíamos para almoçar.
A guia foi falando o caminho inteiro, contando coisas necessárias e coisas totalmente desnecessárias também, falava um espanhol bem rápido e para quem não fala esse idioma era praticamente impossível de entender e apesar de eu ter pedido para que ela falasse mais devagar pois existiam brasileiros que não falavam espanhol, ela falava cada vez mais rápido, então tive que ficar traduzindo tudo pra minha mãe, o que cansa um bocado.
Ela entrou pro meu hall de piores guias turísticas.

No meio do caminho paramos em uma loja de artesanato, no meio do nada, daquelas que só serve pros turistas deixarem todo o seu dinheiro.


  • O almoço
O restaurante ficava nos fundos da loja de artesanato, não era um local chique mas também não estava caindo aos pedaços, mas não era o tipo de restaurante que eu pararia para almoçar com a minha família.
Muita gente deve estar pensando: Nossa, está incluso no passeio e ela tá reclamando!

Sim, reclamo mesmo, porque não tá incluso no passeio de graça, eu paguei pelo passeio e no valor que eu paguei, estava também o valor do restaurante, então no mínimo eu queria um restaurante decente, com comida decente, porque nem isso aquele restaurante tinha, a comida era muito ruim e a única coisa que a maioria das pessoas comeu foi um macarrão empapado. Dois casais de brasileiros que estavam na mesma mesa que a gente reclamaram foi muito.


  • Gorjetas/ tips/ propina
Essa foi a outra parte chata do almoço, os garçons, os dançarinos e quem mais quer que seja que trabalhava naquele restaurante ficavam passando pela gente e pedindo a tal "propina", gorjeta em espanhol, alguns não economizavam e já pediam Tips, gorjeta em inglês; no banheiro, no salão, no caixa, o tempo todo era isso. Muito chato.

Resumindo: o passeio estava péssimo até então.


  • Chichén Itzá
Finalmente chegamos no destino... EeEeeEeeEee... 
Finalmente mudaríamos de guia... EeEEEeEEEeEeEeEeEEEeEEEeeeeEeEEE
hahaha.. gente, é sério, eu tava odiando aquela guia da empresa, ainda bem que lá o guia era o do local, e não aquela doida!

Bom, vamos falar de Chichén Itzá.

Declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1988, é uma cidade arqueológica da era maia e estima-se que foi construída entre os anos de 435 e 455 a.c. sendo então considerada o centro político dos maias.  
A cidade foi abandonada em 670 d.c. e reconstruída 300 anos mais tarde, e devido a isso, ainda é possível vermos alguns elementos da cidade como a pirâmide de Kukulcan, a praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros.

Aconselho que enquanto estiver lá dentro podendo contar com o apoio de um guia, preste bastante atenção ao que ele fala, pois ele explica coisas muito interessantes e que te fazem entender boa parte das construções ali vistas.


Pirâmide de Kukulcan

O guia explicou o formato da pirâmide, a quantidade de degraus de cada lado, a posição em relação ao sol, a sombra formada em determinada hora do dia, o barulho que ecoa da pirâmide. Tudo muito interessante e tudo com muita lógica. 
As vezes fico me perguntando se tudo isso foi pensado antes de construir ou se não passa de uma coincidência.



Campo de Jogos dos Prisioneiros


Gol

Estão vendo esse aro construído na parede? Não é só enfeite não, esse ai era o gol dos jogadores.
Eles jogavam com os quadris e tinham que fazer a bola passar dentro daquele pequeno buraco a não sei quantos metros de altura, e o jogador que fizesse o gol era sacrificado e acreditem, isso era bom.

Lembram que no post passado eu disse que no show noturno de Xcaret, eles demonstravam uma partida de futebol? Pois é, era bem interessante.


Praça das Mil Colunas

Caveiras

Serpentes

Tanto as caveiras quanto as serpentes tem uma representatividade muito grande para os maias e isso pode ser visto com muita facilidade dentro desta cidade.
O guia explica direitinho o que significa para eles, cada uma delas.

Outra coisa que gostei muito na explicação do guia, foi quando ele falou do calendário maia, eu não lembro de tudo, mas lembro que a quantidade de dias por mês é diferente da nossa e a contagem dos meses também é diferente, o guia ensina tudinho. Muito legal.



Bom, então é isso. 
Entenderam o por que de ser um passeio que vale a pena, mas só depois que chega no local?
Sugiro que pesquisem bem a empresa antes ou se possível, pesquisem como ir sem empresas, chegando lá é só comprar a entrada e pronto, talvez deste jeito você tenha que pagar a parte pelo guia como eu fiz em Machu Picchu, e se for assim, sugiro que paguem, vale muito a pena.

Ahh... mais algumas dicas, é muito difícil achar uma sombra e lá o sol é escaldante, então levem protetor solar, e se você tem a pele mais sensível, leve um chapéu ou uma sombrinha, uma garrafa com água também é bem vinda, já que nesta parte do passeio não tem lugar pra comprar nada, somente na entrada ou na saída. O local é todo de terra e grama, então nada de salto alto e se você não gosta de ficar com o pé sujo, vá de tênis.


E como consideração final, na minha opinião, a civilização maia (México) não é tão interessante quanto a civilização inca (Peru), então para não perder a graça, talvez seja melhor viajar ao México antes de ir a Machu Picchu ou a Cuzco.



Bom, por hoje é só.
Um beijo, pessoas!


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