3 de julho de 2014

EMBARCANDO PARA SANTIAGO - CHILE

Eu sempre disse que eu queria ser rica pra poder viajar na hora que quisesse e não ter que ficar planejando e juntando dinheiro com seis, oito meses de antecedência porque isso me mata de ansiedade. E com essa viagem pro Chile eu vi que realmente tem que ser "rico" pra decidir fazer uma viagem internacional em cima da hora, pois em cima da hora os voos mais baratos são os piores possíveis, com oito ou mais horas de conexão, e foi exatamente um voo assim que eu comprei pra ir pro Chile.

Meu voo sairia as 21:16h de Brasília para São Paulo e eu teria que estar no aeroporto as 20:00, mas quem mora em Brasília sabe que neste horário o transito para o aeroporto é terrível então saímos de casa as 17:00h para não pegarmos muito transito e por causa das obras pra Copa do Mundo, o que poderia atrasar mais ainda, OK que ficamos um tempão no aeroporto esperando, mas aproveitamos para lanchar e pelo menos não ficamos presas no transito. 
No check-in, a funcionária da Tam disse que teríamos que pegar nossas malas em São Paulo e depois despachar-las outra vez, achei estranho pois isso nunca tinha acontecido comigo, as minhas malas sempre foram direto pro destino final, mas quando chegamos ao aeroporto de Guarulhos ficamos esperando as malas e nada delas aparecerem, pois é, como eu tinha imaginado, as malas iriam direto para Santiago.

Entre o desembarque e o próximo embarque rolou uma espera de oito horas com praticamente todas as lojas e restaurantes fechados, nos restou então ficarmos no Duty Free. 
Gente, quase oito horas no Duty Free, vocês tem noção do que é isso? É uma perdição, um perigo, um desatino. Eu tinha uma lista de coisas que eu queria comprar e a maioria já foi comprada ali mesmo.
Enfim, ao final dessas oito horas de conexão eu já estava cansada, não via a hora de chegar em Santiago, meus pés doíam, minhas costas doíam e eu estava morrendo de frio, meuuuu Deusss, como aquela área de embarque é gelada de madrugada.

Depois de enfrentarmos mais algumas horas de voo entre São Paulo e Santiago, ficamos esperando as nossas malas e elas não apareceram na esteira, e quando chegamos ao balcão de informações outros 4 pessoas estavam lá reclamando sobre as malas também. Neste momento pensei que as malas tinhas ficado em São Paulo, que de repente teríamos mesmo que pegar as malas la e despacha-las de novo, mas quando finalmente tivemos uma resposta, disseram que umas 10 malas do nosso voo tinham ido para o local errado do aeroporto o.O ... OI? Como assim 10 malas das muitas que estavam naquele voo foram desviadas e ainda por cima, duas eram nossas. Não nos disseram mais nada e uns 40 minutos depois as benditas apareceram. UFA!!! Que alivio!

Mas para um casal que também esperava pelas malas o alivio não foi tão grande assim, pois por causa desse erro, eles perderam a conexão deles para o sul do Chile e o outro voo para o destino era só no dia seguinte. Imaginem só...

Enfim liberadas...

Quando chegamos ao hotel estávamos mortas de cansada e já passava da hora do almoço, só conseguimos deixar as malas no quarto do hotel e descemos pra procurar algum restaurante perto.
Ao final do almoço, estávamos tão cansada e com dores que resolvemos descansar um pouco para sairmos a noite e assim o fizemos, dormimos a tarde e à noite fomos jantar no Costanera Center, o shopping que ficava a 5 min andando do nosso hotel.

Fim do primeiro dia!

Para finalizar vou deixar aqui uma pequena listas de observações que podem ser importantes.

  1. O taxi pré-pago oficial do aeroporto para o hotel no bairro Providencia nos custou 19.000 pesos
  2. O Duty Free do aeroporto de Santiago era bem maior que o Duty Free do aeroporto de GRU, mas não sei como o Duty de GRU ficou depois da reforma pra Copa.
  3. O Duty Free do Brasil é mais caro, tanto na ida quanto na volta, e em geral, a diferença é de USD 2,00 por produto, o que num montante pode dar uma diferença bem razoável.
  4. SEMPRE levar escova de dentes e pelo menos uma muda completa de roupas dentro da mala de mão, para os casos de extravio de bagagem. Fiquei uns 20 min sem saber o que tinha acontecido com nossas malas e neste tempo eu ficava pensando que teria que comprar tudo pra "viver" até que minha mala fosse encontrada.
  5. Nem conexões longas demais, nem conexões curtas demais. Conexões longas demais (mais do que 5 horas já é longa DEMAIS) cansam e "acabam" com o primeiro dia da viagem; conexões curtas demais não contam com imprevistos e você pode acabar perdendo o voo


Então é isso... 
No próximo post falarei sobre o hotel em que me hospedei.

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