11 de março de 2015

QUANDO A ANSIEDADE QUASE MATA

Eu brinco que eu ja diagnostiquei a minha morte e que irei morrer do coração, pois sou mega ansiosa, do tipo que quando esta esperando alguma coisa, não consegue fazer mais nada a não ser pensar e planejar essa coisa, tenho crises de ansiedade e taquicardia antes de finalizar algo que seja muito importante pra mim, como decidir uma viagem, comprar as passagens, comprar um carro ou apresentar o meu tcc pra banca; taquicardia do tipo que parece que minhas costelas estão espremendo meu coração e meus pulmões e que a qualquer momento me faltará ar para viver.  
A diferença dessas crises aos 29 anos em relação aos meus 23 anos, é que agora eu já me conheço um pouco e posso tentar driblar esse sentimento sufocante, e é isso que tenho feito desde agosto de 2014, quando decidi mais uma vez largar tudo e partir no mundo, e largar tudo incluía desistir de iniciar uma pós, parar de estudar para concurso (ok, eu não era muito disciplinada com isso) e vender meu carro, meu único bem, aquele que eu pagava religiosamente todo mês ha 4 anos e que parecia que tinha sido projetado pra mim, tão pequeno, tão delicado, tão lindo, tão meu!  
Em 6 meses tive êxito em alguns momentos ao tentar controlar minhas crises absurdas de ansiedade, quando eu começava a pensar na viagem, no intercâmbio, eu já mudava meu canal mental e sintonizava com qualquer coisa, com o trabalho, mudança da melhor amiga pra minha cidade, blog, viagens passadas, netflix (ahhhh... Como o netflix me ajudou, juro! Once Upon a Time, amo você!), e até em brincar com meu babies dogs. 
É logico que em alguns momentos minha força desapareceu e eu me vi buscando informações e fazendo roteiros loucamente, dai vieram a insônia, a falta de apetite, a falta de concentração e até a tontura, sim, uma semana inteira com tontura, até eu resgatar minhas forças de não sei onde e voltar a ter uma vida normal.
Meus últimos momentos em solo brasileiro foram a prova de que sim, eu consigo me controlar, nunca estive tão tranquila antes de uma viagem, ainda mais antes de uma viagem tão longa, de 4 meses, mas meus primeiros momentos sobrevoando o Brasil, rumo aos eua, me mostraram que preciso trabalhar mais esse meu lado, porque de repente meu coraçao acelerou, minhas mãos gelaram e aquela sensação de "PUTA QUE PARIU, CHEGOU A HORA", tomou conta de mim, e pela segunda vez no dia me deu vontade de chorar (a primeira vez foi logo depois que despedi da minha mãe, aiiiii que saudade que eu já estou), e as borboletas começaram a invadir o meu estômago fazendo parecer que essa era a minha primeira viagem internacional e aquele papo de 29 anos me pareceu mentira assim como parece pra todo mundo que me ve pela primeira vez.  
12 países depois e eu me sentia como uma garotinha de 16 anos indo pro seu primeiro intercambio, e o que ficou dos 29 anos, foi a gratidão que senti principalmente pela minha mãe, que mesmo sabendo que tem uma filha louca e sem foco, me apoiou em todos os momentos (ou quase todos). 
Thank you for all, mom, I love you!








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